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Bancos anunciam reduções em juros para empréstimos

No mês de junho a CEF (Caixa Econômica Federal) anunciou a redução de oito linhas de crédito voltadas para pessoa física (entre as quais o crédito pessoal, cheque especial e cartões de crédito) mesmo antes do Copom (Comitê de Política Monetária) anunciar o corte na taxa Selic, o que estimulou os três maiores bancos do país a fazerem o mesmo.
Os aposentados e pensionistas são os principais alvos desta nova investida do mercado bancário que anuncia o corte de juros e os prazos ampliados para pagamento do possível empréstimo.

Os principais órgãos de defesa do consumidor, entretanto, alertam para o fato de que apesar do corte, os juros brasileiros ainda estão altíssimos e, que os prazos ampliados significam comprometer parte de seu benefício por um tempo muito maior. Portanto, o conselho é somente fazer empréstimo para pagar uma dívida e, assim mesmo, é preciso verificar se é vantajoso trocar a dívida atual pelo pagamento das prestações do crédito consignado.

Conheça o ranking dos juros

Apesar do último corte da taxa Selic, o Brasil continua com uma das maiores taxas de juros do mundo. Em relação aos juros reais (descontada a inflação prevista para os próximos 12 meses), o Brasil ocupa terceira posição em uma lista de 40 países: a atual taxa de 4,9% é menor apenas que a da China (6,9%) e da Hungria (5,9%), segundo cálculos da consultoria Uptrend divulgados recentemente pelo jornal Folha de S. Paulo.


Saiba mais

Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, criado em 1979 pelo Banco Central e pela Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto) com o objetivo de tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos. A Selic é considerada a taxa básica porque é usada em operações entre bancos e, por isso, tem influência sobre os juros de toda a economia.

 

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Texto retirado do Jornal da AAPP - Julho de 2009 - Seu Direito